Empresas chinesas se unem contra Google Play Store
As empresas chinesas de tecnologia Huawei, Xiaomi, Oppoe Vivo (não confunda com a operadora de mesmo nome; são entidades diferentes) trabalham em uma plataforma unificada de aplicativos que rivalizaria com a Play Store, disponibilizada pelo Google para celulares com Android.
A iniciativa batizada de Global Developer Service Alliance (GDSA) visa unificar o catálogo das lojas de apps das marcas com sede na China, onde a Play Store é proibida, e torná-las acessíveis a usuários de outros países.
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Loja de apps das marcas chinesas poderia servir de alternativa ao domínio da Play Store — Foto: Bruno De Blasi/TechTudo
Segundo a agência de notícias Reuters, a GSDA ofereceria bases comuns para que desenvolvedores pudessem submeter programas com garantia de que o conteúdo estaria disponível nas lojas das fabricantes envolvidas no projeto, o que eliminaria a necessidade de publicação de um mesmo aplicativo em várias plataformas diferentes.
A medida não só permitiria que fabricantes chineses contornassem o monopólio do Google na distribuição de apps para Android mundo afora, como também ofereceria uma alternativa às fabricantes na tumultuada relação comercial entre Estados Unidos e China: a Huawei foi acusada de espionagem pelo governo Donald Trump. A gigante chinesa sequer pode vender celulares com a Play Store ativada no momento.
A princípio, o projeto funcionaria de forma simples: quando um desenvolvedor submetesse um programa para uma das lojas de Huawei, Xiaomi, Oppo ou Vivo, o aplicativo estaria automaticamente disponível nas distribuições de apps das demais marcas.

O site oficial da GDSA já está no ar e oferece documentação para instruir desenvolvedores a respeito de como submeter aplicativos à plataforma. Além disso, a página promete que o serviço deve alcançar nove países diferentes num primeiro momento (não há menção clara a respeito da inclusão do Brasil no projeto).
Outro fator importante na iniciativa está na importância das marcas chinesas que, somadas, correspondem a 40% do mercado internacional de smartphones, parcela relevante que pode dar fôlego à iniciativa que visa contestar o domínio da Play Store.
Com informações de Reuters, Android Authority, The Verge
Fonte: Techtudo


